terça-feira, 27 de março de 2012

Quem consome mais chocolate é mais magro, diz pesquisa


As pessoas que comem chocolate com mais frequência são mais magras, indica um estudo da Universidade da Califórnia de San Diego, que contou com a participação de 1.000 adultos. De acordo com os dados coletados entre 1999 e 2005, quanto mais vezes por semana uma pessoa consome pequenas quantidades de chocolate, mais baixo é o seu Índice de Massa Corporal (IMC), o número mais usado para determinar o nível de obesidade de um indivíduo.
Quando, no ano passado, os autores do estudo começaram a analisar os dados coletados, eles já suspeitavam que o consumo frequente e moderado de chocolate poderia ter a capacidade de neutralizar as calorias desse alimento tão adorado quanto temido. Segundo a premissa dos pesquisadores, os benefícios metabólicos do chocolate poderiam levar a uma menor deposição de gordura por caloria, contrabalançando as calorias ingeridas.
Ao consumir calorias, o corpo decide se vai depositá-las como gordura ou não. É por isso que duas pessoas com a mesma altura podem seguir uma dieta idêntica, mas não necessariamente ganhar peso da mesma forma. "Há uma variedade de fatores metabólicos que influenciam a probabilidade de as calorias serem depositadas como gordura. Meu estudo sugere que o chocolate pode, de fato, ter um impacto favorável sobre esses fatores", diz Beatrice Golomb, médica e principal autora do estudo.
Os resultados do estudo foram além das expectativas dos pesquisadores, trazendo notícias que podem tornar a vida dos amantes do chocolate ainda mais doce. O consumo de chocolate dos participantes do estudo variava de nenhuma a 20 vezes por semana. Os participantes que comiam chocolate pelo menos cinco vezes por semana apresentavam um IMC um ponto mais baixo que aqueles que não incluiam o alimento na sua dieta ou o consumiam com menos frequência.
"Esperava que a caloria do chocolate fosse neutralizada e que quem consumisse chocolate mais vezes tivesse peso semelhante ao das pessoas que não o consumissem ou o consumissem menos, mas não esperava que o IMC das pessoas que comem o alimento com mais frequência fosse mais baixo. Foi uma boa supresa", afirma Golom

Por que não podemos ser mais inteligentes do que somos


A inteligência sempre foi uma característica essencial para a sobrevivência e a evolução dos seres humanos. Nossa capacidade de resolver problemas complexos, trabalhar de forma cooperativa e entender a passagem do tempo estão por trás do nosso sucesso de nossa espécie.
Mas se a inteligência é assim tão fundamental para a sobrevivência da espécie, por que não somos ainda mais inteligentes – ou seja, mais adaptados aos desafios representados pelo mundo – do que somos?
Pesquisadores da Universidade de Warwick, na Inglaterra, descobriram que a equação não é assim tão simples. Eles concluíram que melhorias em funções cognitivas como a memória, a atenção e o raciocínio trariam uma piora do desempenho de outras. Para os cientistas, a ideia de um super-cérebro só seria possível na ficção científica.
Para chegar a essa conclusão, o psicólogo Thomas Hills, de Warwick, e Ralph Hertwig, da Universidade de Basel, analisaram estudos de vários tipos, entre eles pesquisas sobre a mente dos autistas e sobre os efeitos de remédios como a Ritalina, que aumentam a atenção.
Eles descobriram que, em geral, indivíduos com habilidades cognitivas muito elevadas – como pessoas que têm uma memória fotográfica, muito acima do normal  geralmente têm também algum tipo de transtorno, como autismo e problemas neurológicos associados ao crescimento cerebral.  E mesmo os remédios que melhoram a atenção podem ter um efeito negativo: para quem não tem problema de foco e se medica na esperança de melhorar o desempenho nas tarefas cotidianas, o resultado pode ser exatamente o oposto.
Segundo Hills, o estudo sugere que há um limite para melhorar as funções cognitivas. Um exemplo simples é o uso de cafeína para aumentar a atenção. A pessoa pode até ficar mais a, mas seu nível de ansiedade pode aumentar e sua coordenação motora fina pode piorar. 
A mensagem é que não dá para ter tudo ao mesmo tempo. Ir além em uma habilidade é, necessariamente, deixar outras para trás.

quinta-feira, 22 de março de 2012

Árvore é flagrada crescendo no topo de chaminé no Paraguai

Uma árvore foi flagrada no topo de uma chaminé de uma fábrica abandonada em Luque, próximo a Assunção, no Paraguai. Flagra foi feito pelo fotógrafo Jorge Saenz no domingo (2). 

terça-feira, 20 de março de 2012

Tratamento de espinhas traz riscos ao fígado


isotretinoína é um medicamento extremamente eficiente no combate às espinhas. A pele com acne melhora muito, mesmo nos casos graves. O tratamento, que dura de 6 a 10 meses, acaba totalmente ou quase totalmente com as espinhas e os cravos, e controla o excesso de oleosidade da pele. E essa melhora é duradoura, possivelmente definitiva.
Por outro lado, o medicamento tem contra-indicações e riscos, que devem ser discutidos com o dermatologista. A isotretinoína pode, por exemplo, causar intoxicação ao fígado ou provocar má-formação em fetos. Mas seu uso adequado, com cautela e critério médico, costuma ser seguro.
Isotretinoína em pele oleosa e sem espinhas
O medicamento é tradicionalmente usado para tratar acne grave ou resistente a outros tratamentos, e essas são as indicações de uso descritas na bula. Mas às vezes ele também é usado para casos mais suaves de acne e para controlar a oleosidade da pele. Esse tipo de tratamento, não previsto em bula, é chamado de off-label
Ao se decidir pelo uso off-label da isotretinoína no controle da oleosidade da pele, o dermatologista deve ser criterioso e ter bom senso. Dependendo do caso e do grau de incômodo causado pela oleosidade excessiva, a isotretinoína pode ser útil, com resultado muito bom. Usam-se doses menores e o tempo de uso também é menor. No entanto, quando prescrito deste modo, o resultado não é definitivo. Alguns meses depois do tratamento a oleosidade volta. Então, sempre com cautela e critério médico, pode-se considerar repetir o tratamento.

segunda-feira, 19 de março de 2012

Diário de um Cão

1.ª semana: Hoje faz uma semana que nasci! Que alegria ter chegado a esse mundo!!!
1.º mês: minha mamãe cuida muito bem de mim. É uma mãe exemplar.
2 meses: Hoje me separaram de mamãe. Ela estava muito inquieta e com seus olhos me disse adeus , esperando que minha nova "família humana" cuidasse bem de mim, como ela havia feito.
4 meses: Cresci muito rápido, tudo chama a minha atenção. Há várias crianças na casa que são como meus "irmãozinhos". Somos muito levados, eles me jogam uma bola e eu os mordo jogando. 



5 meses: Hoje me castigaram, minha dona se zangou porque fiz "pipi" dentro da casa...mas nunca me disseram onde eu deveria fazer. E como eu durmo na "recamara" (deve ser um lugar fechado) e...eu não me agüentei!!!
6 meses: Sou um cão feliz. Tenho o calor de um lar, sinto-me seguro e protegido...Creio que minha família humana me ama muito... Quando estão comendo me convidam, o pátio é somente para mim e eu estou sempre cavocando, como os meus antepassados lobos, quando escondiam a comida. Nunca me educam, seguramente porque nada faço de errado.
12 meses: Hoje completei um ano. Sou um cão adulto e meus donos dizem que cresci mais do que eles esperavam. Que orgulhosos devem estar de mim!!! 
13 meses: Como me senti mal hoje... Meu "irmãozinho" tirou a minha bola. Como nunca pego seus brinquedos fui atrás dele e o mordi. Mas como meus dentes estão muito fortes, machuquei-o sem querer. Depois do susto me prenderam e quase não posso me mover para tomar um pouco de sol. Dizem que sou ingrato e que vão me deixar em observação (certamente não vacinaram)...não entendo nada do que está acontecendo.
15 meses: Tudo mudou...vivo preso no pátio, na corrente...me sinto muito só, minha família já não me quer. Às vezes esquecem que tenho fome e sede e quando chove não tenho teto que me cubra...
16 meses: Hoje me tiraram da corrente. Pensei que tinham me perdoado Fiquei tão contente que dava saltos de alegria e meu rabo parecia um molinete... Parece que vou passear com eles. Subimos no carro, atrelamos o carreto e andamos um grande trecho quando pararam. Abriram a porta e eu desci correndo, feliz, crendo que era dia de passeio no campo. Não entendo porque fecharam a porta e se foram... "Esperem"!!! - lati..."esqueceram de mim...!!!". Corri atrás do carro com todas as minhas forças... minha angústia aumentou ao perceber que o carro se afastava e eles não paravam. Tinham me abandonado... 
17 meses: Procurei, em vão, achar o caminho de volta à casa. Sento-me no caminho, estou perdido e algumas pessoas de bom coração que me olham com tristeza e me dão algo de comer... Eu agradeço com um olhar do fundo de minha alma... quisera que me adotassem, eu seria leal como ninguém. Porém eles apenas dizem "pobre cãozinho, deve estar perdido".
18 meses: Outro dia passei por uma escola e vi muitas crianças e jovens como meus "irmãozinhos". Cheguei perto e um grupo deles, dando risadas, atirou-me uma chuva de pedras "para ver quem tinha melhor pontaria"... uma dessas pedras atingiu um dos meus olhos e desde então não enxergo com ele.
19 meses: Parece mentira mas quando eu estava mais bonito as pessoas se compadeciam mais de mim...Agora que estou muito fraco, com um aspecto bem mudado... perdi meu olho, as pessoas me tratam a pontapés quando pretendo deitar-me na sombra... 

20 meses: Quase não posso me mover. Hoje, ao atravessar a rua por onde passam os carros, um deles me atropelou. Pelo que sei, estava num lugar seguro chamado "sarjeta", mas nunca vou me esquecer do olhar de satisfação do motorista. Oxalá tivesse me matado, porém só me deslocou a cadeira. A dor é terrível, minhas patas traseiras não me respondem e com dificuldade me arrastei até uma moita de ervas fora da estrada! Já faz 10 dias que estou em baixo de sol, chuva e frio, sem comer. Não posso me mover, a dor é insuportável. Sinto-me muito mal, estou num lugar úmido e parece que meu pelo está caindo. Algumas pessoas passam e não me vêem; outras dizem: "não te aproximes". Já estou quase inconsciente, porém uma força estranha me fez abrir os olhos. A doçura de sua voz me fez reagir. "Pobre cãozinho, veja como te deixaram", dizia...junto a ela estava um senhor de roupa branca que começou a tocar-me e disse: "Sinto muito senhora, mas esse cão já não tem remédio, o melhor é que deixe de sofrer." A gentil dama consentiu, com os olhos cheios de lagrimas. Como pude, mexi o rabo e olhei para ela agradecendo por me ajudar a descansar... Senti somente a picada da injeção e dormi para sempre, pensando em porque nasci, se ninguém me queria... 

Nosso poder de não praticar o mal


A verdadeira bondade do homem só pode se manifestar com toda a pureza, com toda a liberdade, em relação àqueles que não representam nenhuma força. O verdadeiro teste moral da humanidade (o mais radical, num  nível tão profundo que escapa a nosso olhar) são as relações com aqueles que estão à  nossa mercê: os animais. É aí que se produz o maior desvio do homem, derrota fundamental da qual decorrem todas as outras: o poder divino.
No começo do Gênese  está escrito que Deus criou o homem para reinar sobre os pássaros, os peixes e os  animais. É claro, o Gênese foi escrito por um homem, e não por um cavalo. Nada nos garante que Deus desejasse realmente que o homem reinasse sobre as outras criaturas. É  mais provável que o homem tenha inventado Deus para santificar o poder que usurpou  da vaca e do cavalo, trocando de lugar com os animais. Esse direito [o de matar um  veado ou uma vaca] nos parece natural porque somos nós que estamos no alto da  hierarquia. Mas bastaria que um terceiro entrasse no jogo, por exemplo, um visitante de  outro planeta a quem Deus tivesse dito: "Tu reinarás sobre as criaturas de todas as outras  estrelas", para que toda a evidência do Gênese fosse posta em dúvida.
O homem atrelado à carroça de um marciano – eventualmente grelhado no espeto por um visitante da  Via-Láctea – talvez se lembrasse da costeleta de vitela que tinha o hábito de cortar em seu prato. Pediria (tarde demais) desculpas à vaca. Criticando Descartes: Descartes deu o passo decisivo: fez o homem maître et propriétaire de la nature’. Que seja precisamente ele quem nega de maneira categórica que os animais tenham alma, eis aí uma enorme  coincidência. O homem é senhor e proprietário, enquanto o animal, diz Descartes, não passa de um autômato, uma máquina animada, uma machina animata. Quando um animal  geme, não é uma queixa, é apenas o ranger de um mecanismo que funciona mal. Quando a roda de uma charrete range, isso não quer dizer que a charrete sofra, mas apenas que ela  não está lubrificada. Devemos interpretar da mesma maneira os gemidos dos animais, e é  inútil lamentar o destino de um cachorro que é dissecado vivo num laboratório.
Nietzsche está saindo de um hotel em Turim. Vê diante de si um cavalo, e um cocheiro espancando-o com um chicote. Nietzsche se aproxima do cavalo, abraça-lhe o pescoço, e  sob o olhar do cocheiro, explode em soluços. Isso aconteceu em 1889, e Nietzsche já  estava também distanciado dos homens. Em outras palavras: foi precisamente nesse  momento que se declarou sua doença mental. Mas, para mim, é justamente isso que  confere ao gesto seu sentido profundo. Nietzsche veio pedir ao cavalo perdão, por  Descartes. Sua loucura (portanto seu divórcio da humanidade) começa no instante em  que chora sobre o cavalo.

sábado, 17 de março de 2012

O casamento e o vidro de palmito


Um dos grandes sustentáculos do casamento, como instituição, é o vidro de palmito. Penso nisso sempre que tento preparar uma super salada num domingo de verão. Meu marido conhece o filme. Apoio o vidro num pano de prato, faço força para abrir a tampa, tento soltá-la com uma faca, levanto o lacre de borracha e... nada. Consigo fazer muitas coisas difíceis nesta vida sem pedir a ajuda dele. Abrir o vidro de palmito não é uma delas. Não sei se todas as mulheres têm a mesma dificuldade, mas lá em casa só o jeitinho masculino resolve.
Meu marido se diverte quando digo que a falta de inovação da embalagem de palmito deve ser patrocinada pelo Vaticano. Só um motivo muito forte explica por que até hoje a indústria não foi capaz de inventar um jeito mais simples de embalar palmito com segurança – sem disseminar doenças e sem atazanar as consumidoras.
Para preservar a instituição do casamento tradicional e da família, o Vaticano condena a camisinha. Suspeito que, pela mesma razão, estimule a preservação do vidro de palmito tal como ele é. Quando uma mulher analisa os prós e os contras do casamento, deve considerar o que seriam os domingos sem salada de palmito. Podem ser lastimáveis

sexta-feira, 16 de março de 2012

Estudo comprova: rir é mesmo o melhor remédio contra dor


Rir é o melhor negócio: gargalhadas ajudam a diminuir a sensação de dor a criar laços sociais e afetivos (Thinkstock)
Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade de Oxford, na Inglaterra, comprova a popular frase que garante: o riso é o melhor remédio. Isso porque, segundo a pesquisa, dar uma boa risada pode reduzir a sensação de dor. O riso teria sido, ainda, importantíssimo para nosso ancestrais: a risada permitiu que o homem tribal formasse grupos maiores do que as espécies de macacos. A pesquisa foi publicada no periódico Proceedings of the Royal Society B.
A ação analgésica da gargalhada é causada pela liberação de endorfina no organismo. Além de criar um estado leve de euforia, essa substância química também amenizaria a sensação de dor. “É o esvaziamento dos pulmões que causa esse efeito. É exatamente o que acontece quando dizemos ‘ri até doer’. Aparentemente, é essa dor que produz o efeito endorfina”, disse Robin Dunbar, da Universidade de Oxford e coordenador do estudo, em entrevista à  rede britânica BBC.
Pesquisa – Durante o levantamento de dados, os cientistas analisaram primeiro os limiares de dor dos voluntários. Quanto mais alto o limiar, menor é a sensação de dor que a pessoa sente. Em seguida, os indivíduos foram divididos em dois grupos: aqueles que assistiram a 15 minutos de vídeos de comédias e aqueles que viram um material considerado chato, como programas de golfe.

Moscas rejeitadas ingerem álcool para afogar as mágoas


A cena é corriqueira: o cara leva um fora e vai para o bar afogar as mágoas de um amor malsucedido. A novidade é que cientistas americanos descobriram que as moscas-de-fruta (também chamadas de drosófilas) também fazem coisa parecida quando a fêmea refuta o acasalamento. O estudo mostrou que os machos da espécie Drosophila melanogaster ingeriram mais álcool após levar um não.
A descoberta tem grande importância científica, pois foi observado que moscas que copulavam não só consumiam menos álcool como também tinham níveis mais baixos de um neurotransmissor chamado NPF- análogo a outro neurotransmissor também encontrado em mamíferos como humanos. Moscas que não copulavam tinham a taxa de NPF mais alta. Os pesquisadores acreditam que este neurotransmissor seja um componente chave para o sistema de recompensa. 

Inicialmente achamos que as drosófilas não seriam um bom modelo, mas mecanismos básicos que envolvem uso de drogas e o sistema cerebral de recompensa se mostraram muito antigos em termos evolutivose. Muito da anatomia e comportamento das moscas que pode ser extrapolado para mamíferos, inclusive humanos, disse a autora do estudo Ulrike Heberlein da Universidade da Califórnia em San Francisco, durante um podcast divulgado pelo periódico científico Science, que publicou o artigo.
Para chegar a estas conclusões, os pesquisadores separaram dois grupos de fêmeas. O primeiro foi composto por moscas virgens, e o segundo com moscas que haviam copulado por vários dias, o que aumentaria a tendência de rejeição a uma nova cópula. Após um período isolado com a fêmea, os machos iam para outro container com dois canudos, um contendo apenas solução nutritiva e outro com 15% de álcool. Os machos rejeitados ingeriram muito mais álcool que as que copularam. 
A análise mostrou que não se tratava apenas de uma questão de comportamento: os níveis de NPF também foram muito diferentes entre os machos que copularam e os que foram rejeitados.
Eu acho que é possível apostar que isto também se traduza em humanos, disse Ulrike Heberlein. Se for assim “poderemos entender agora porque experiências negativas, como a rejeição sexual, pode levar alguém a beber, disse. 

Em um futuro com 9 bilhões de pessoas, haverá água para todos?


Nesta semana, a França está sediando o Fórum Mundial da Água, que avalia o atual estágio e quais os desafios do abastecimento de água em todo o mundo. Uma tarefa necessária: já atingimos a marca de 7 bilhões de pessoas no mundo no ano passado, e estamos a caminho de chegar a 9 bilhões até 2050. Haverá água para todo mundo?
Os dados mostram que o desafio é grande. Segundo o 4º Relatório Mundial sobre o Desenvolvimento da Água, publicado pela Unesco no primeiro dia do Fórum, já falta água em muitas regiões do mundo – o Oriente Médio é um dos casos mais problemáticos – e a agricultura vai precisar de pelo menos 19% mais água para poder alimentar a todos.
A América Latina, apesar de possuir grande parte da água potável do mundo, também enfrenta problemas:
Instituições fracas: Segundo o relatório, há nos países da América Latina uma incapacidade generalizada em estabelecer instituições que são capazes de lidar com questões de abastecimento e gestão da água. Ou seja, instituições fracas e um sistema ruim de governança e transparência podem comprometer nosso abastecimento de água. As causas dessa incapacidade são atribuídas à falta de capacidade operacional, falta de informações confiáveis sobre a gestão da água, pressões políticas e ausência de financiamento. O relatório considera que alguns países estão em melhor situação do que outros na região – Brasil e México, por exemplo, tiveram progresso na gestão da água. Mas se lembrarmos que quase a metade dos municípios do país ainda não têm rede de esgoto, vemos que estamos longe do ideal.

quinta-feira, 15 de março de 2012

Coluna ereta, barriga chapada.

A postura está intimamente relacionada à silhueta. Aquela barriguinha incômoda pode ser causada por um outro vilão que não é a gordura localizada, mas a maneira incorreta que você posiciona o seu corpo. E com a tendência crescente de as pessoas trabalharem diante de um computador, sentadas por ininterruptas horas, a má postura é cada vez mais comum – e uma das consequências disso é o aparecimento da barriga saliente.

De acordo com Felipe Yoshio, quiropraxista da Clínica Jason Gilbert, instituição que atua em vários países, é comum que a postura incorreta resulte em uma saliência abdominal. “Problemas como a escoliose e a lordose, que são alterações da estrutura do corpo, podem prejudicar a postura e fazer com que essa saliência apareça.”

Fique a!

Qualquer pessoa que não cuide da postura, mesmo que não tenha esses problemas, pode acabar vendo que aquela pequena barriga não some. Em todas essas situações citadas, porém, é possível reeducar-se e aprender a manter a coluna ereta – medida que, além de outros benefícios, melhora a silhueta. 

Felipe defende, além da quiropraxia, a adoção de atividades físicas, como pilates e RPG (técnica de exercícios posturais). “A falta de exercícios promove a flacidez dos músculos e sobrecarrega a coluna vertebral, portanto, a pessoa que não se exercita tem mais dificuldade de manter a postura”, explica. 

Além de atividade física, atitudes simples para quem passa grande parte do dia sentado ajudam a corrigir o problema. Veja as dicas do especialista: 

- As cadeiras precisam ter apoio para os braços. Descanse os cotovelos neles, a 90 graus, e apoie os pulsos na mesa para digitar no teclado do computador. Além disso, nunca fique mais de 60 minutos sentado. Levante-se de hora em hora, para pegar água ou ir ao banheiro;

- Faça um X imaginário na tela do computador. Veja se a área entre o nariz e os olhos está na direção do centro do monitor, onde as linhas do X se cruzam. Se não estiver, coloque livros sob o monitor até que ele fique na altura correta;

- Caso o seu computador seja um notebook, evite usá-lo na cama ou no colo. Isso altera as curvas fisiológicas da coluna. O ideal, aliás, é não usar o aparelho para trabalhar o dia todo. Prefira um computador convencional. Caso não seja possível, encaixe um mouse e um teclado independentes e deixe a tela na posição correta (como explicado acima);

- Como o notebook, outro aparelho que foi criado apenas para ser usado por curtos períodos é o smartphone. Por isso, não fique muito tempo respondendo e-mails com ele. Repare que, ao usá-lo, você fica com o pescoço para baixo e com os braços suspensos – péssimo para a postura. E, quando conversar ao telefone, não prenda o aparelho entre a cabeça e o ombro, entortando o pescoço. Segure-o com a mão. 

quarta-feira, 14 de março de 2012

Por que as mulheres estão bebendo mais?


As mulheres têm consumido mais bebida alcoólica do que antes. Uma pesquisa divulgada recentemente pelo Ministério da Saúde aponta que 10,6% das entrevistadas no ano de 2010 admitiram exagerar na bebida, contra 8,2% no ano de 2006. De acordo com a fonte, é considerado consumo excessivo quando elas ingerem quatro doses ou mais de bebidas alcoólicas numa mesma ocasião, e quando isso se repete ao menos uma vez por mês. Para discutir esse assunto, consultamos Ana Cristina Fulini, coordenadora do departamento de dependência química da Clínica Maia Prime, em Itapecerica da Serra, e Ana Cláudia de Souza, psicóloga do consultório Relações - Psicologia e Psicoterapia, em Florianópolis.

Causas

As especialistas obervam que a mentalidade da população, em geral, está mudando. A mulher vem conquistando mais direitos em todas as esferas da sociedade. Com isso, mudaram-se os costumes e melhoraram suas condições de vida. Mas, com sua nova carga de trabalho, muitos hábitos estão sendo incorporados, como o de consumir álcool após o expediente.  “Hoje não é mais estranho encontrá-la num barzinho com amigos ou familiares. Com a oportunidade, a probabilidade de abusos aumenta”, diz Ana Cláudia. “Além disso, existe um mercado destinado à mulher, e as indústrias sabem - a partir de pesquisas - quais são as bebidas preferidas delas”, complementa Ana Cristina. 

Cada caso é um caso

“A bebida, como a comida, os esportes, entre outras coisas, pode ser um prazer construtivo ou não, depende da relação que é estabelecida e do limite que a pessoa se dá”, diz Ana Cláudia. “Se, numa festa de família ou entre amigos, beber for ajudá-la a se sentir mais próxima daquilo que deseja, com moderação pode ser um ato realizador. Mas a questão tem que ser vista dentro do conjunto de vida da pessoa, se a inclui ou exclui”,

O que acontece com baleias que morrem nas praias?


Uma baleia cachalote ficou encalhada em uma praia na cidade inglesa de Skegness há dez dias. Foi a quarta a aparecer na região - o condado de Lincolnshire - em anos recentes.
Baleias mortas podem ser objeto de estudo científico e até atração turística, mas também podem trazer riscos à saúde pública.Quando a cachalote apareceu na praia de Skegness em uma manhã de sábado, acabou se tornando uma espécie de atração turística.Centenas de pessoas foram à praia ver o animal. E algumas fizeram questão de ser fotografadas ao seu lado.Mas um acontecimento como esse é bem menos raro do que as pessoas pensam.Segundo o Cetacean Strandings Investigation Programme ou Programa de Investigação de Encalhamentos de Cetáceos, (CSIP na sigla em inglês), só no ano passado houve nove casos registrados de cachalotes que foram parar em alguma praia britânica.

Por que você trabalha tanto e o Brasil cresce tão pouco?


Uma das imagens mais eloquentes para o esforço, na literatura brasileira, foi criada pelo cronista Nélson Rodrigues. Quando se referia a alguém que suava em busca de um objetivo, ele escrevia: “Trabalhou como um remador de Ben-Hur”. O protagonista do filme estrelado por Charlton Heston é um rico negociante judeu que, com a dominação romana na Galileia, torna-se escravo e é obrigado a remar exaustivamente numa galera. Diante da notícia do crescimento de apenas 2,7% na economia brasileira em 2011, divulgada na semana passada, o brasileiro que trabalha duro se sentiu pior que o remador de Ben-Hur. A barca em que nos esfalfamos diariamente, além de pesada, é travada por uma âncora, por isso dificilmente sai do lugar. 
O índice de expansão do Produto Interno Bruto (PIB) não é apenas um número abstrato que os economistas calculam, os políticos divulgam e os analistas discutem. Dele depende, em última análise, nossa vida. Os aumentos e as promoções que recebemos no trabalho e também as novas oportunidades de emprego. Pensando na barca, e não apenas no remador, ele influencia também a ascensão dos brasileiros mais pobres e a redução de uma infinidade de problemas, da mortalidade infantil à violência urbana.

Mulheres que têm trabalho exaustivo tendem a comer mais e descontroladamente


Mulheres que trabalham exaustivamente são mais propensas a descontar o stress emocional na alimentação. Ou seja, tendem a comer mais quando estão estressadas, ansiosas ou tristes. Essas são as conclusões de um estudo feito no Instituto Finlandês de Saúde Ocupacional e que será publicado na edição de abril do periódico American Journal of Clinical Nutrition.
A pesquisa acompanhou o estilo de vida de 230 mulheres entre 30 e 55 anos. Todas trabalhavam e no início do levantamento responderam a um questionário sobre hábitos alimentares e rotina de trabalho. De todas as mulheres entrevistadas, 22% consideravam exercer atividades exaustivas e estressantes.
Os pesquisadores observaram que as mulheres que trabalhavam exaustivamente tinham tendência maior a problemas com compulsão e exagero na alimentação. Aquelas que comiam demais por outros motivos, já que não consideravam ter uma vida profissional cansativa, tendiam a se livrar do problema com o passar de um ano.
As mulheres que sofriam com transtorno alimentar e também com atividades exaustivas no trabalho nao conseguiam se livrar do problema com alimentação.
“As mulheres que têm uma vida profissional cansativa são mais vulneráveis a problemas de compulsão alimentar, além de terem menor capacidade de mudar seus hábitos”, afirma a coordenadora do estudo, Nina Nevanpera. Segundo a pesquisadora, a exaustão profissional deve ser algo considerado na avaliação e tratamento da obesidade.

terça-feira, 13 de março de 2012

Aprenda a valorizar o seu melhor!


Você é do tipo de mulher que só consegue enxergar seus defeitos? Pior, já rebate esta pergunta dizendo que só tem defeitos mesmo? Pois está errada. Psicóloga especializada em psicodrama, Marina Vasconcellos diz que, se sua autoestima está abalada, realmente fica difícil admirar seus predicados – e, é claro, eles existem.
“Quando sua autoestima está baixa, você passa a ver apenas defeitos, em você e nos outros. Se viver assim, acaba se tornando uma pessoa frustrada, triste”, avisa a psicóloga. “Há duas opções: colocar-se na posição de vítima ou aprender a lidar com aquilo que não lhe agrada.”
As causas para a insatisfação podem ser muitas e, se esse for um estado crônico, é bom procurar terapia. “Tem gente que nunca foi valorizada por ninguém. Nem pelos pais. Não recebeu elogios. Essa pessoa cresce sem saber reconhecer suas qualidades”, exemplifica Marina. “Quando é algo constante, a ajuda profissional é necessária.”
Mais feliz com o espelho
Digamos que você não goste do tamanho do seu nariz, por exemplo. E ele a deixa infeliz. Será que se você fizesse uma cirurgia plástica tudo se resolveria? Talvez não. “Se o problema real é interno, não adianta corrigir o externo. Logo outro motivo surge e a insatisfação retorna. Tem muita gente feia que não precisa ser linda para ser feliz”, resume Marina.
Também psicólogo, Guilherme Vieira diz que é comum encontrar mulheres que associam a beleza à felicidade.

Amar é uma decisão diária


Partindo do pressuposto de que amar é uma decisão, uma escolha diária, fica mais possível compreender porque algumas relações se tornam perenes e outras não. Fica mais fácil entender por que muitas relações, apesar de todos os percalços, perduram, enquanto outras não. No filme Noiva em Fuga, o pedido de casamento é o melhor. Veja abaixo o discurso do noivo e depois da noiva: Eu garanto que teremos dificuldades.
Garanto que, em algum momento, um de nós ou os dois vão querer pular fora, mas também garanto que se não pedir para você ser meu, vou me arrepender pelo resto da vida, porque sei que, no meu coração, você é o único para mim. Esse é, para mim, um bom complemento do juramento do casamento. Do prometo amá-lo (a), respeitá-lo (a).... todos os dias da minha vida. A promessa, mesmo que, muitas vezes, feita no ápice da paixão, é pra valer. E, ao longo da união,

Fotógrafo comprova em missão que impacto do aquecimento global é real


James Balog é um premiado fotógrafo. Em 2005, ele recebeu a missão da publicação National Geographic de ir até o Ártico para fotografar provas das mudanças climáticas no planeta. Cético, ele acreditava que toda essa história de “aquecimento global” era bobagem e que não iria encontrar nada por lá. Mas chegando a seu destino, viu que estava errado. 
Foi então que surgiu a ideia de gravar Chasing Ice (Perseguindo o Gelo), para conscientizar a população de como as geleiras da região estavam mudando. Para isso, ele iniciou o que chamou de “Extreme Ice Survey” (Pesquisa Radical no Gelo): acompanhado de um grupo de jovens aventureiros, ele posicionou câmeras em lugares perigosos para produzir imagens do derretimento durante alguns anos. 
Ao assistir à enorme série de fotos tirada de 2007 até 2010, comprimida em vídeos de poucos minutos, é possível ver o impacto que a atividade humana tem na natureza e que, sim, as mudanças climáticas são uma realidade. Balog conseguiu até capturar o momento em que uma enorme massa de gelo (medindo 87 km2, aproximadamente o tamanho de Manhattan) se desprende e vira um iceberg – observação rara até para cientistas especializados. 
Chasing Ice estreou no Festival de Sundance de 2012, em janeiro, e foi exibido na conferência SWSX, que acontece em Austin nos EUA. O canal da National Geographic comprou os direitos autorais da produção e deve exibi-la em sua programação. 

Gato se esconde em semáforo e confunde motoristas na Rússia e provoca acidente

Um gato foi flagrado escondido em um semáforo na Rússia. Segundo o autor do vídeo, o felino teria provocado um acidente, já que confundiu os motoristas. 
O gato se escondeu na frente do semáforo vermelho. 

Médico alerta os perigos do excesso de peso das bolsas femininas


Um detalhe ao qual habitualmente não se presta muita atenção pode fazer a diferença quando se trata de saúde da coluna. É o peso das bolsas que as mulheres carregam no dia a dia, ou o médico Luiz Eduardo Carelli, do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad (Into), especialista em tratamento de doenças da coluna.
Divulgação Ortopedista recomenda que as mulheres carreguem somente o essencial dentro das bolsas Ele disse que o peso das bolsas pode afetar a saúde da mulher de várias formas. “Afeta com desequilíbrio postural, levando à escoliose, que é o desvio lateral da coluna, principalmente se a bolsa for carregada constantemente de um lado só do corpo, seja nos braços ou nos ombros”.
O peso da bolsa pode acarretar também contratura muscular e tendinite.

Microorganismo é ser vivo mais rápido do mundo, dizem cientistas


Cientistas da Universidade de Regensburg, na Alemanha, anunciaram nesta segunda-feira (12) que descobriram que o ser vivo proporcionalmente mais rápido do mundo é a arqueia, um tipo de microorganismo unicelular capaz de percorrer em um segundo uma distância 500 vezes superior ao seu tamanho.
O guepardo, capaz de alcançar a velocidade de até 110 km/h, é considerado o animal mais rápido do planeta. Mas em relação com seu tamanho o ser vivo mais veloz é este grupo de arqueobactérias, com uma medida de apenas 0,0001 milímetro, afirmaram os biólogos.
Assim, as arqueias mais rápidas são capazes de percorrer uma distância de até 500 bps (bodies per second ou corpos por segundo). Segundo estes cálculos, para superar estes microorganismos unicelulares, o guepardo teria que alcançar uma velocidade de mais de 3 mil km/h, já que seus 110 km/h correspondem somente a cerca de 15 bps.
Habitat
A exorbitante velocidade não é o único fato excepcional sobre as arqueias, mas também seu exótico habitat, afirmam os cientistas. Estes microorganismos se encontram principalmente próximos de emissões vulcânicas, ou seja, fontes de até 400 graus celsius no leito oceânico.
As arqueias dependem precisamente de sua velocidade para poder se manter de forma permanente nas águas a uma temperatura de cerca de cem graus, já que se fossem mais lentas, poderiam ser arremessadas pelo jato de água das emissões até a superfície do oceano, com temperaturas mortais de apenas dois graus.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Mulheres ficam satisfeitas quando conseguem perceber infelicidade do parceiro


Os homens aspiram entender o que as mulheres querem há gerações. Um estudo publicado no "Journal of Family Psychologyde" este ano dá pistas (um pouco confusas, é verdade) para a resolução dessa eterna dúvida: as mulheres estão satisfeitas quando seus parceiros sabem que elas estão chateadas.
De acordo com o estudo, o bem-estar de um relacionamento está diretamente ligado à forma como os parceiros conseguem identificar e entender as emoções um do outro. Para isso, a pesquisa recrutou 156 casais heterossexuais e pediu que contassem uma situação recente que seu parceiro fez que os deixaram aborrecidos ou desapontados. Os casais foram colocados frente a frente e foram incentivados a discutir sobre o problema durante oito e dez minutos, enquanto eram gravados.
Os pesquisadores, então, selecionaram seis clipes de 30 segundos com as respostas mais positivas e negativas dadas por cada participante. As respostas foram assistidas pelos casais, que avaliaram seus próprios sentimentos e os dos respectivos parceiros.

sábado, 10 de março de 2012

Insetos podem ter personalidade, indica pesquisa com abelhas


A colmeia não é formada apenas por abelhas trabalhadoras, dispostas a realizar qualquer atividade para servir à rainha e ficar perto da colmeia. Algumas delas desejam viver aventuras e procuram um pouco de emoção, de acordo com estudo publicado nesta quinta-feira (8) na revista científica "Science". Isto seria um indício de que os insetos também têm personalidade, afirma a pesquisa. A descoberta foi feita por cientistas da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, que verificaram que o desejo e a disposição para realizar tarefas específicas diferem entre as abelhas. 

Eles se dedicaram a dois tipos de comportamento que parecem estar relacionados com a busca por novidades: a procura por novos abrigos e a realização de trajetos mais longos e mais afastados da colmeia para encontrar alimento. Quando a colmeia cresce muito e ultrapassa seus limites, o grupo se divide e parte dele precisa buscar um novo lar. Apenas cerca de 5% das abelhas assumem esta responsabilidade e, segundo os cientistas, elas são três vezes mais propensas a se tornarem caçadoras de alimento em longas distâncias. Elas foram chamadas de escoteiras. Já outras abelhas apresentam tendência de ficar mais próximas da colmeia e a não deixar o grupo.

"Nos seres humanos, as diferenças na busca por novidades são um componente da personalidade", disse Gene Robinson, que coordenou a pesquisa, em material de divulgação. Estas diferenças se manifestam inclusive na atividade genética cerebral, apontam os pesquisadores. "Nós esperávamos encontrar alguma diferença, mas a magnitude foi surpreendente, já que tanto as escoteiras quanto as não escoteiras são forrageiras [ou seja, saem do ninho para buscar alimentos]". Para testar a hipótese, os cientistas submeteram grupos de abelhas a tratamentos que aumentavam ou inibiam substâncias químicas no cérebro. O resultado foi que alguns insetos escoteiros assumiram características mais pacatas, enquanto outros que ficavam mais na colmeia começaram a buscar novidades. "Os resultados apontam que a busca por novidade em humanos e outros vertebrados tem paralelos com os insetos", comparou Robinson. "Parece que os mesmos caminhos moleculares têm sido usados na evolução para dar origem a diferenças individuais em busca de novidades".